CONTEÚDO PARA SUA AULA

MATERIAL PARA O TERCEIRÃO



1-    Exemplifique os principais motivos para a renúncia do papa Bento XVI.
Segundo o italiano “La Repubblica”, relatório de cerca de 300 páginas que fala sobre mau uso de dinheiro, disputas de poder e relações homossexuais motivaram Bento XVI a tomar a decisão.
Um relatório com cerca de 300 páginas sobre o escândalo de vazamento de informações do Vaticano, batizado de VatiLeaks, foi um dos motivos para a renúncia do papa Bento XVI, segundo o jornal italiano “La Repubblica”.
O jornal italiano remete ainda a um escândalo ocorrido em 2010, quando um assessor do papa Bento 16 foi afastado por causa de um escândalo sexual envolvendo prostituição que abalou o Vaticano. Ângelo Balducci, um dos Cavalheiros de Sua Santidade, uma espécie de assistente de elite para o papa quando recebe visitas importantes, foi flagrado pela polícia dando instruções a um interlocutor sobre detalhes físicos de homens que gostaria que fossem levados a ele.
Motivos de saúde. Em comunicado, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer as obrigações do cargo.


2-    Quais as críticas quem tem sido feitas ao novo papa? Explique.
A polêmica sobre a atitude da Igreja argentina durante os anos da ditadura (1976-1983) voltou à tona após a eleição do arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, como novo Papa.

Os críticos de Jorge Bergoglio se focam no seu papel no desaparecimento de dois missionários jesuítas, Orlando Yorio e Francisco Jalics, presos em 23 de março de 1976 e torturados em um centro de detenção conhecido por sua crueldade, a Escola Mecânica do Exército (ESMA). Eles foram libertados cinco meses depois.
Jorge Bergoglio sempre negou qualquer responsabilidade. Na época, ele era diretor da Ordem Jesuítica da Argentina. Os dois missionários assumiram uma postura em oposição à ditadura, enquanto ele tentou manter a neutralidade política da Companhia de Jesus, frente a expansão da Teologia da Libertação.

Horacio Verbitsky, autor do livro "Jogo duplo, a Argentina católica e militar", é um dos principais acusadores e diz ter conhecimento de "cinco novos testemunhos, que confirmam o papel de Bergoglio na repressão do governo militar dentro da Igreja Católica que ele dirige hoje, incluindo sobre o desaparecimento de padres".
Em 2005, o nome do cardeal argentino já havia sido associado ao sequestro dos jesuítas.

Em novembro de 2010, ocupando o cargo de primado da Argentina, Bergoglio foi interrogado como testemunha de crimes cometidos durante a ditadura.

Ele também foi ouvido como testemunha durante um processo sobre o roubo de bebês de opositores adotados por funcionários do regime militar. Na ocasião, afirmou que tomou conhecimento da existência desses casos apenas após o retorno da democracia.

Em 2011, uma juíza francesa pediu uma audiência com o cardeal Bergoglio no âmbito da investigação sobre o homicídio de um padre francês em 1976, durante a ditadura argentina.

"Certamente, este Papa não é uma grande figura da defesa dos direitos humanos, pelo contrário, é suspeito de não ter denunciado os crimes da ditadura, de não ter pedido explicações e, portanto, com seu silêncio, de ter acobertado estes atos", considerou a advogada Sophie Thonon.

Jorge Bergoglio defende que tentou junto ao chefe da junta militar, Jorge Videla, conseguir a libertação dos dois jesuítas.

"Ele até mesmo permitiu que deixassem o país em direção à Itália", ressaltou José Maria Poirier, diretor da revista católica Criterio.

"Alguns padres se mantiveram em silêncio, outros religiosos foram cúmplices; membros do episcopado eram simpatizantes da ditadura, mas este não era o caso de Bergoglio, um homem irrepreensível", afirmou o especialista argentino.

Em 2007, um ex-capelão da polícia, Cristian von Vernich, foi o primeiro padre argentino a ser condenado à prisão perpétua. Ele foi considerado culpado por cumplicidade em sete mortes, 31 casos de tortura e 42 sequestros na província de Buenos Aires.

Após a ditadura, a conferência episcopal pediu publicamente perdão por não ter agido em favor do respeito aos direitos humanos. A ditadura argentina deixou milhares de mortos e desaparecidos.


3-    Como os especialistas julgam que será a linha de pensamento e atuação do novo papa Francisco?
o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio. Em poucos dias, o papa Francisco já deixou clara a sua opção pelos pobres, é conservador, mas aberto ao diálogo e moderado, a simplicidade do papa Francisco não é populismo, é uma austeridade natural.


4-    Quais as diferenças entre o papa Bento XVI e o novo papa Francisco?
o Papa Bento XVI nunca teve a benevolência dos Meios de Comunicação. 
As críticas ao papa Francisco são menores.
O Papa Francisco assumiu uma postura muito dura frente aos políticos na defesa da vida, na defesa da família, na defesa da educação. Nos conteúdos doutrinais, ele sempre esteve identificado com o Papa João Paulo II e com o Papa Bento XVI, mas faz a diferença na vida pastoral. Acho difícil que o Papa mude nesses temas”
O Papa Bento XVI apenas manteve a linha de pensamento de João Paulo II.
O papa Francisco optou por uma igreja para os pobres.
O papa Bento XVI manteve a ostentação de riqueza e poder material tradicional da igreja Católica.
 

 


PUBLICIDADE E PROPAGANDA - FILOSOFIA


Qual a diferença entre Publicidade e propaganda?

Certo dia, ouvi uma pessoa perguntando para o seu amigo o seguinte: “por que as faculdades sempre dizem que o curso é de publicidade e propaganda? Não é a mesma coisa”? Nesse momento, parei alguns segundos para refletir sobre a questão. Muita gente, até mesmo quem trabalha na área, não sabe a diferença entre uma e outra.
Puxei pela memória as aulas na faculdade. Na época, o professor tratou logo de identificar os supostos “irmãos gêmeos”. Propaganda é o ato de divulgar idéias, conceitos e valores sem fins lucrativos. Publicidade é fazer isso com objetivo de lucro por parte do anunciante.
Quando alguém pede um minuto da sua atenção para falar sobre a vinda de Jesus, ela está fazendo propaganda da sua religião, pois o único interesse dela é te convencer a fazer parte da Igreja da qual ela participa. Mas se no meio desse discurso aparecer a marca de uma loja de artigos religiosos, transforma-se em publicidade.
Outro bom exemplo é a campanha de combate à dengue. Quando o Governo Federal veicula peças mostrando as formas de prevenção ao mosquito, isso é propaganda. Se a Raid faz o mesmo, é publicidade.
No dia a dia, acredito que essa diferença é irrelevante, afinal os publicitários trabalham com as duas formas de comunicação e em alguns momentos, elas se misturam. O importante é que a mensagem seja passada de forma clara e objetiva.
Por outro lado, é bom ficar por dentro desse assunto, pois é terrível um publicitário não saber diferenciar o que é propaganda do que é publicidade. É o mesmo que trocar o nome de dois gêmeos e não se importar com isso.
UM MAL NECESSÁRIO
Afinal, como você escolhe as suas marcas favoritas no supermercado, nas lojas ou em qualquer outro estabelecimento comercial?
É fato: toda mídia precisa das campanhas publicitárias para sobreviver, financeiramente falando. Mesmo sendo ruim, elas têm grande influência nas suas decisões de compra, seja numa promoção de supermercado ou no lançamento daquele celular desejado por todo mundo.
Já que a publicidade anda de mãos dadas com a todos os tipos de mídia, ela já faz parte da rotina das pessoas e é bem aceita quando uma peça tem uma idéia genial o bastante para prender a atenção do consumidor, como os comerciais exibidos na sessão nostalgia.
Se por acaso você faz parte do time que detesta comerciais de qualquer natureza, pense de novo. Sem querer, a publicidade serviu de cupido para você amar todas as marcas que você usa no seu dia-a-dia e a propaganda sempre te ajuda a encontrar mais rápido o que você precisa.
Como analisar uma propaganda
Há pessoas que não conseguem separar o mundo real, da fantasia, da persuasão e vão se envolvendo neste mundo de criatividade e imaginação, pensando que quanto mais comprarem, mais felizes serão.
Os meios de comunicação usam meios cada vez mais criativos para persuadir o interlocutor a comprar, estes mexem com os sentimentos, pois vem de encontro com as aspirações, com o mundo de regalias almejado.
Uma propaganda bem formulada, ou uma vitrine bem organizada, ajudam e motivam as pessoas a comprar o que não tinha necessidade e nem intenção.
Para analisar uma propaganda publicitária, podem-se questionar os seguintes itens:
- Para que serve a propaganda de um produto?
- Qual o destinatário mais importante da mensagem?
- Quem da família é um possível consumidor do produto?
- É um produto de necessidade básica, ou é supérfluo?
- Qual a utilidade do produto?
 O que significam as cores usadas nas imagens?
- O que mais chama a atenção, o texto (falado ou escrito) ou a imagem? Por quê?
- Qual elemento faz a persuasão, convence a comprar o produto?
- A intenção é anunciar uma marca ou um produto?


RESPONDA:
1-Qual o destinatário mais importante da mensagem?
2-É um produto de necessidade básica, ou é supérfluo?
3- Qual a utilidade do produto?
4- A intenção é anunciar uma marca ou um produto?

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MATERIAL AULA PROF. HILTON  - FILOSOFIA

1º Ano
Siga as instruções: copie para seu pen drive e responda

 
NOME_____________________________________Nº______série: 1º_____Data_____/_____/012.
Para resolver essa atividade abra o livro de filosofia na pág 11.
1) Abra o endereço a seguir para criar uma HQ.
2) Responda de acordo com a pág 12.
2.1-A experiência filosófica compreende o estranhamento, o questionamento e a resposta filosófica. Face ao exposto escreva o detalhamento de cada passo.
ESTRANHAMENTO OU DESLOCAMENTO_______________________________________________





QUESTIONAMENTO OU INDAGAÇÃO___________________________________________________





RESPOSTA FILOSOFICA_____________________________________________________________





3-Reflexão pessoal: escolha um momento de sua vida que fez você parar para pensar. Depois elabore um texto observando as orientações que seguem:
3.1-descreva detalhes dessa situação: lugar, data, pessoas, diálogos, sensações, emoções, pensamentos.
3.2-se tiver que passar pela mesma experiência que atitudes podem ser modificadas?


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2º Ano
Siga as instruções: copie para seu pen drive e responda


NOME_____________________________________Nº______série: 2º_____Data_____/_____/012.
Abra o livro de filosofia na pág 142 para responder as questões.
1)Transcreva a definição genérica de trabalho conforme consta no 2º parágrafo da pág 142.



2)De acordo com a origem do termo energia, os gregos estão referindo-se a qual trabalho?


3)O que significa dizer que o trabalho é uma “atividade tipicamente humana”? Argumente, conforme o 4º§ da pág 142.



4)Qual a diferença entre o trabalho de um arquiteto e de uma abelha?



5)Na pág 143, qual a interpretação dada por Marx sobre o trabalho?







6)Na Antiguidade (p.143) como era visto o trabalho manual e intelectual,?




7)Na Idade Média, qual a concepção de trabalho defendida por S.Tomás de Aquino?



8)Na Idade Moderna o protestantismo deu nova interpretação ao trabalho. Qual?



9)Na Idade Contemporânea, Marx e Hegel, interpretam o trabalho diferentemente. Transcreva suas opiniões.







10)Justifique as duas expressões: “O trabalho dignifica o homem” versus “O trabalho escraviza as pessoas”. (http://www.makebeliefscomix.com/Comix/?comix_id=22807252C759059 )




CmapTool é uma ferramenta para elaborar esquemas conceituais e representá-los graficamente, ou seja, é um programa que lhe auxilia a desenhar mapas conceituais.
Você poderá instalar tanto em máquinas com Linux como em máquinas com Windows, abaixo segue link para download do Cmaptool para Windows.


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Vídeo O Xadrez das Cores

video
Extraído do site:
http://blip.tv/canal-interativo-kaxinawa/o-xadrez-das-cores-2111183



METODO SOCRÁTICO DA IRONIA

ALUNOS


«O filósofo ironiza», dizia Sócrates; quase todos os diálogos de Platão reflectem em algumas passagem esta ironia que, para Sócrates, acompanhava toda a reflexão séria, a tal ponto que imensas discussões filosóficas se nos apresentam  como verdadeiras cenas de comédia.
     « A ironia de Sócrates [...] não visa desqualificar o outro, mas ajudá-lo. Ela quer libertá-lo e abri-lo à verdade[...]. A sua ironia procura criar um mal-estar e uma tensão no centro do homem, para que aí proceda o movimento esperado, no próprio interlocutor, se este não puder ser socorrido, no auditor.» ( in Jean Brun, página 83)
  Sócrates encontrava-se frequentemente face a temíveis profissionais do saber e da eloquência que nunca se sentiam apanhados desprevenidos, eram mestres que tinham resposta para tudo e que ignoraram a hesitação do escrúpulo e da interrogação da reflexão. Sócrates, ao contrário, era o homem das interrogações, aquele que nunca se deixava enclausurar em nenhum sistema, aquele que se recusava a ter ponto certo o que não era, ou a estiar como problemática aquilo que era perfeitamente certo.
         A ironia de Sócrates consistia em apanhar o homem sério na sua própria armadilha, mostrando-lhe que essa seriedade repousa na ignorância que se ignora. Como diz Bergson:
«A ironia que ele passeia com ele é destinada a afastar as opiniões que não sofreram a prova da reflexão e a envergonhá-las, por assim dizer, pondo-as em contradição consigo mesmas.» ( in Jean Brun, página 84) 
        É por isso que o procedimento de Sócrates era frequentemente o seguinte: O diálogo que começava pela procura de uma definição, o verdadeiro, o justo, o belo, a piedade, um interlocutor seguro de si que dava imediatamente uma definição. Sócrates ficava maravilhado, aceitava a definição do interlocutor que se impertigava, e tirava dela, com o seu consentimento, deduções cada vez mais precisas. O interlocutor não deixava de seguir Sócrates e de o aprovar, extremamente satisfeito por ver que a sua definição ainda era mais rica do que ele próprio tinha julgado. Depois, subitamente, Sócrates estacava e mostrava que o ponto de chegada estava em contradição formal com o ponto de partida. Se o interlocutor estivesse de boa fé ele concluía daí que a definição de nada valia e que era necessário propor uma outra. Sócrates retomava então a discussão e passava ao crivo as definições sucessivas que lhe propunham. Muitas vezes o diálogo  concluia-se e Sócrates deixava o seu interlocutor confundido dizendo-lhe que talvez numa outra altura pudessem examinar de novo o problema. Mas podia acontecer que o interlocutor estivesse de má-fé e que então se recusásse a participar na conversa e a admitir a sua ignorância.  Se a pessoa se entregava ao orgulho ferido, tornava-se um inimigo feroz, e foi esta a razão que lhe custou a vida.
  Em suma, a ironia socrática reconduzia as pseudocertezas às justas proporções e, denunciava as suas pretensões usurpadoras, apanhava o interlocutor nas suas próprias redes. A ironia opunha-se a tudo o que desse conta da existência em termos de conceitos e de sistemas fechados, a tudo que pretendesse congelar a existência encerrando-a nos limites muito estreitos do pensamento objectivo: ela denunciava a impotência dos falsos poderes.



MAIEUTICA
ALUNAS

  Sendo filho de uma parteira, Sócrates costumava comparar a sua actividade com a de trazer ao mundo a verdade que há dentro de cada um.
    « Ora, a minha arte de maiêutico é em tudo semelhante à das parteiras mas difere nisto, em que a ajuda a fazer dar à luz homens e não mulheres e provê às almas geradoras e não aos corpos. E não só, pois o significado maior desta minha arte é que consigo, mediante ela, distinguir, com maior segurança, se a mente do jovem dá à luz quimeras e mentiras, ou coisas vitais e verdadeiras. E tenho em comum com as parteiras precisamente isto: também sou estéril, estéril em sabedoria; e a censura que já muitos me fizeram de que eu interrogo os outros, mas nunca manifesto o meu pensamento acerca de nada, é uma censura muito verdadeira.[...] Por conseguinte, eu próprio não sou de modo nenhum sábio nem se gerou em mim qualquer descoberta que seja fruto da minha alma.» ( in Adorno, página 79)
O universalismo  socrático não era a negação do valor dos indivíduos, era o reconhecimento de que o valor do indivíduo só pode ser compreendido e realizado nas relações entre os indivíduos. Mas a relação entre os indivíduos, se é tal que garanta a cada um a liberdade da pesquisa de si próprios, é uma relação fundada na virtude e na justiça. E é aqui, portanto, o interesse de Sócrates, na medida em que se entende promover em cada homem a investigação de próprio, se volta   naturalmente para o problema da virtude e da justiça.   
        A maiêutica mais não era, na realidade, que a arte da pesquisa em comum. O homem não podia ver claro por si só. A investigação de que se ocupa não pode começar e acabar no recinto fechado da sua individualidade, pelo contrário, só pode ser fruto de um dialogar contínuo com os outros, como consigo mesmo. O método socrático tinha como característica levar cada indivíduo a reflectir acerca dos seus deveres. Sócrates começava  por chamar a atenção de cada um para os seus interesses  pessoais, interesses domésticos ou pessoais, educação dos filhos, problemas da vida da cidade, questões relativas ao saber. Levava em seguida os seus interlocutores quaisquer que eles fossem, a extrair do caso  particular o pensamento universal. Começando por suscitar a desconfiança em relação aos preconceitos que cada um aceitou sem exame prévio, conseguia convencer o seu interlocutor a procurar em si próprio o que era.  Conduzia-lo assim, por um lado, a extrair o universal do caso concreto e a expor plenamente à luz aquilo que se esconde em qualquer consciência; e, por outro lado, obriga-o a destruir as generalidades aceites de imediato pela consciência.
        Não tendo conseguido formular uma filosofia de maneira sistemática, o processo principal de Sócrates consistia em interrogar, em ajudar cada um a tomar consciência dos seus próprios pensamentos, ou melhor, em despertar dentro de cada indivíduo a consciência do universal, a qual existe no foro íntimo de todos como essência imediata. Tal como escreveu Hegel, Sócrates opõe à interioridade acidental e particular a universal e verdadeira  interioridade do pensamento.A introspecção é o característico da filosofia de Sócrates, e exprime-se na famosa frase, Conhece-te a ti próprio.
Concluímos que os ensinamentos de Sócrates tinham dois propósitos. O primeiro era de demonstrar que o conhecimento era a base de toda a acção virtuosa; o segundo, indicar o conhecimento devia ser desenvolvido pelo próprio indivíduo, de sua própria existência, por meio do método dialéctico.



HERACLITO – FILOSOFIA – PROF. HILTON

Todos os dias acontecem milhares de coisas sem nenhuma ordem ou conexão aparente. Tudo o que podemos dizer é que o mundo parece uma grande bagunça. Mas será que mesmo essa bagunça não teria uma ordem, como o secreto ordenamento na desarrumação de nosso quarto?
Para Heráclito de Éfeso (540-470 a.C.), existe uma ordem no universo que nos cerca, mas tal ordem não é algo misterioso ou oculto e sim algo que pode ser percebido em nosso cotidiano. Como dizia Heráclito, "não se pode banhar-se duas vezes no mesmo rio porque nem as águas, nem você permanecem o mesmo". Tudo flui. Algumas coisas mudam mais depressa, outras mais devagar como o movimento dos continentes ou o discreto afastar-se da Lua, mas tudo está em constante mudança.

A mudança não é uma mera aparência, mas o modo de ser das coisas, o seu constante devir. Ou seja, ao invés de dizer que "isso é tal coisa" seria mais correto dizer que "isso está tal coisa", pois nada garante que no futuro permanecerá assim, o mesmo que foi assim no passado. Por isso, Heráclito não falou que tudo é água, terra ou ar, mas fogo: "Por fogo se trocam todas as coisas e fogo por todas, tal como por ouro mercadorias e por mercadorias ouro". O fogo é processo, através do fogo as coisas se transformam: água torna-se vapor, areia torna-se vidro. O fogo é o elemento dinâmico, a melhor representação da constante mudança da realidade.

Saber que a realidade está em constante mudança, entretanto, ainda não nos explica nem porque as coisas mudam, nem como elas mudam, ou seja, se existe algum princípio que regule a forma como as coisas mudam, do contrário, teríamos uma desordem crescente que nos deixaria cada vez mais perplexos e impediria qualquer ação no mundo.

Heráclito responde a ambas questões através da dialética. Para o filósofo de Éfeso, "o combate é de todas as coisas pai, de todas rei". As coisas mudam porque existe uma tensão de forças contrárias dentro delas, como o mel que é, a um só tempo, doce e amargo. É a tensão dos contrários no interior de cada coisa que põe tudo em movimento. Como o andar que nos desequilibra e recompõe o equilíbrio a cada passo.

Admirável é que a tensão entre os contrários não produz destruição das forças em conflito (como em uma guerra), mas harmonia: "o contrário é convergente e dos divergentes nasce a mais bela harmonia, e tudo segundo a discórdia". Mas como isso é possível? É possível se os contrários encontrarem um equilíbrio, como o arco e a lira: tensão demais e a corda se rompe, demasiado frouxo e não produz música. A música secreta da natureza está na harmonia dos contrários que emerge sob a forma de regularidade, como se houvesse uma lógica disciplinando o caos.

Atualmente vários cientistas defendem a idéia de um processo auto-organizador na natureza como uma ordem espontânea que emerge em fenômenos cotidianos como a fervura da água, por exemplo. A agitação da água durante a fervura não é mais do que uma forma de distribuir o calor igualmente por todo o recipiente. As teorias que explicam esse e outros fenômenos complexos, como a flutuação da bolsa de valores, é chamada de teoria do caos.

É difícil saber até que ponto as reflexões de Heráclito se aproximam dessa idéia, afinal, não sobraram muitos fragmentos que dão testemunho de sua filosofia. Mas não deixa de ser surpreendente sua idéia de que o conflito pode produzir transformação e dessa transformação emergir uma nova tensão em um devir permanente. E tudo isso produzindo novas formas de organização da natureza, das idéias e da sociedade. Tamanha a força de seu pensamento, que Heráclito chegou a influenciar filósofos que vieram mais de dois mil anos depois, como Hegel e Marx. "Não existe frase de Heráclito - confessa Hegel - que eu não tenha integrado em minha Lógica".
Pesquisa em 04-07-2011: http://educacao.uol.com.br/filosofia/teoria-do-conhecimento-dialetica.jhtm
Sentenças:
- Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio.
- A doença faz da saúde algo agradável e bom.
- O Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz, saciedade-fome; mas se alterna como o fogo, quando se mistura a incensos, e se denomina segundo o gosto de cada um.
- Os que procuram ouro escavam muita terra, mas encontram pouco metal.
- Procurei-me a mim mesmo.
- Tu não encontrarás os confins da alma, caminhes o quanto caminhares, tão profunda é ela.
- Este mundo, que é o mesmo para todos, não foi criado por qualquer dos deuses ou dos homens, mas foi sempre, é e será fogo eternamente vivo que ordenadamente se acende e regularmente se extingue.
- Se não esperares, não irás achar o inesperado, porque ele não se pode achar e é inacessível.
- É necessário seguir o que é comum a todos porque o que é comum é geral.
- São iguais, os vivos e os mortos, os que estão acordados e os que dormem, os jovens e os velhos: porque cada um destes opostos quando se transformam tornam-se o anterior.
- A luta é a regra do mundo e a guerra é que cria todas as coisas.


Parmênides, a verdade e o paradoxo
Josué Cândido da Silva*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
O filósofo alemão Friedrich Nietzsche diz que se Heráclito é o filósofo do fogo, Parmênides é o filósofo do gelo, vertendo em torno de si uma luz fria e penetrante.

Nietzsche descreve assim Parmênides de Eléia (cerca de 530 a 460 a. C.), pelo fato de esse filósofo ter fixado no ser imóvel e uno a fonte de tudo o que é.

Parmênides narra em seu poema o encontro com a deusa Verdade, que o instrui a se afastar do caminho sensível, uma via de confusão, que leva as massas indecisas a acreditarem que ser e não-ser são iguais.

Ora, apenas o ser pode ser pensado, já que o não-ser não é. Se eu não consigo ter uma idéia do que a coisa é, não posso pensá-la - e o que não pode ser pensado não é ser. Daí Parmênides conclui que só o ser é - e que o não-ser não é. Dessa verdade ele deduz outras:

1) O ser é todo inteiro - se o ser tivesse partes, algo nele seria separado, não fazendo parte do ser, mas isso seria não-ser. Conseqüentemente, o ser, sendo uno e indivisível, não pode ter partes.

2) O ser é imutável - o ser não pode ter surgido do não-ser ou tornar-se não-ser, já que o ser só pode ser idêntico a si mesmo - e não pode ser e não-ser ao mesmo tempo. Acreditar que o ser foi gerado significa dizer que houve um tempo em que o ser era não-ser, o que é contraditório. Logo, o ser é eterno, sem começo nem fim.

O mesmo se aplica ao dizer e ao pensar. Só podemos pensar no que é, pois só o que é exprime-se em palavras. Pensar em nada é não pensar; dizer nada é ficar calado.
A verdade muitas vezes é paradoxal
O caminho do ser é o caminho da verdade, que deve ser una e sempre idêntica a si mesma. Por exemplo, dois mais dois são quatro. Não importa o quanto as pessoas mudem de opinião, essa verdade continua inabalável - e mesmo as pessoas mais irascíveis são obrigadas a concordar com ela.

Algo depõe, entretanto, contra a verdade do ser revelada a Parmênides: no mundo sensível não vemos nada assim eterno e imutável, mas apenas uma pluralidade em constante devir (ou seja, em um fluxo permanente de mudança).
Ora, mas quem disse que a verdade pode ser apreendida pelos sentidos? Heráclito já não havia indicado que, por trás da desordem aparente das coisas, há um Logos que tudo ordena?

Da mesma forma, para Parmênides, a verdade não precisa estar em conformidade com os fenômenos, mas, ao contrário, a verdade muitas vezes é paradoxal, ou seja, contrária ao que a opinião ou os sentidos indicam. Enquanto os pitagóricos advogavam a existência de uma pluralidade, Parmênides afirma que tudo é uno e contínuo.
O paradoxo de Zenão
Para provar essa tese, um discípulo de Parmênides, chamado Zenão de Eléia, inventou um tipo de demonstração "por absurdo", em que o oponente se vê forçado a concluir de maneira contrária àquela que pretendia, partindo de premissas por ele aceitas.

Um dos paradoxos mais famosos de Zenão é o paradoxo da corrida entre Aquiles e a tartaruga. Suponha que Aquiles fosse disputar uma corrida de cem metros com uma tartaruga. Para tornar a competição mais atrativa, Aquiles, que é 10 vezes mais rápido que a tartaruga, lhe dá uma vantagem de 80 metros. No intervalo de tempo em que Aquiles percorre 80 m a tartaruga percorre 0,8 m; e quando Aquiles percorre 0,8 m, a tartaruga percorre 0,08 m. Como ambos estão sempre se movendo, Aquiles permanece sempre atrás, sem nunca alcançar a tartaruga. Por mais que a distância entre ambos diminua, ela nunca deixa de existir, já que o percurso pode ser dividido infinitamente.

Esse paradoxo, entre outros, fez muitos matemáticos e filósofos quebrarem a cabeça para resolvê-lo. Uma solução satisfatória, entretanto, só surgiria com a teoria dos conjuntos infinitos, de Georg Cantor (1845 - 1918). E você? Saberia como resolver esse paradoxo?


Pesquisa em 04.06.2011: http://educacao.uol.com.br/filosofia/ser-e-nao-ser.jhtm



ATIVIDADES DE SOCIOLOGIA – SÉRIE: 1º ano - PROF. HILTON

Assista o vídeo no you tube Comunidade e Sociedade, postado por Clauciamaz.
Clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=wOmXxvvPIrc Use o fone de ouvido. Em seguida responda as questões abaixo. Ao concluir sua atividade enviar para o meu e-mail: moreiracaminha@yahoo.com.br. Não esqueça de por seu nome na atividade.

OU assista o vídeo aqui:






NOME____________________________________________

1)De onde se origina o termo comunidade e qual o seu significado?
2)Qual a importancia de Ferdinand Tonnies para a sociologia?
3)Quais características definem uma comunidade?
4)As comunidades são espaços pequenos. São exemplos de comunidades:
5)Numa comunidade as pessoas mentem vínculos diretos de caráter:______________ e ______________________.
6)A sociedade é:_______________________caracterizada por relações baseadas em: ____________________,________________,_________________ e _______________________.
7)Cite quatro exemplos de normas que devem seguir os cidadãos de uma sociedade.
8)A sociedade é uma coletividade organizada e estável de pessoas que:
________________________________________.
9)A industrialização e urbanização das comunidades criou novas tribos. Cite cinco dessas organizações.
10)Cite o nome da comunidade com a qual você se identifica?